Mostrando postagens com marcador Força de Paz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Força de Paz. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Rumo ao Haiti, Força de Paz faz ações sociais na periferia


Como preparação, militares atenderão comunidades na região; início foi no Campo Grande
Foto: Edu Fortes/AAN
A sargento Aline observa bebê em tenda de atendimento montada na Praça João Amazonas:
A sargento Aline observa bebê em tenda de atendimento montada na Praça João Amazonas: "Meninas me abordaram interessadas na carreira"
 
 Uma ação social realizada por cerca de 80 integrantes do 19ª Contingente do Batalhão de Força de Paz (Brabat19) do Exército, em parceria com a Prefeitura, envolveu a comunidade da região do Campo Grande, em Campinas, em diversas atividades educativas, de saúde e lazer no final de semana. O evento, que reuniu pelo menos 200 pessoas na Praça João Amazonas anteontem, possibilitou noções de escovação, pista de corda, cama elástica e pintura no rosto para a criançada e dicas importantes sobre o combate à dengue e a conscientização ambiental aos adultos.

Viaturas militares e diversos equipamentos utilizados pelas tropas em seu cotidiano também ficaram expostos. Até mesmo a bandeira do Haiti — país caribenho para onde esses militares vão em missão de paz a partir de novembro — foi exposta. A partir de outubro, ações semelhantes serão realizadas em outras áreas da cidade e em municípios vizinhos, como Nova Odessa e Sumaré.

“Foi inesperado para todo mundo aqui. Não imaginava que o Exército fizesse esse tipo de ação com a comunidade. Só deles já estarem aqui no Campo Grande foi muito importante para nós”, disse a dona de casa Regilene Moraes Moratto, que levou as filhas Sofia, de 7 anos, e Melissa, de 6, para ver tudo com detalhes. Para a vizinha Pâmela Cristina de Araújo, o trabalho de conscientização sobre os riscos da dengue foi fundamental. “É uma boa ação dos militares.”

Para o Exército, o momento também foi significativo. O grupo que esteve no local, ligado ao 28º Batalhão de Infantaria Leve (BIL), está se preparando para participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti. Ao todo, o efetivo, que ficará por pelo menos seis meses atuando no país caribenho, contará com 1,2 mil militares do Interior paulista — sendo 280 especificamente de Campinas. Os militares brasileiros vêm se destacando no cenário internacional pela sua capacidade de desenvolver trabalhos humanitários.

Em 2014, serão completados dez anos da presença brasileira no Haiti. “Esse é o primeiro treinamento que estamos fazendo para desenvolver ações comunitárias por aqui, o que chamamos de ações cívico-sociais. O fator mais importante para nós é a questão da mão amiga, que está presente no lema do Exército (Braço forte, mão amiga). Esse tipo de atividade aproxima os nossos soldados da população e nós vamos repetir isso no Haiti”, explicou o coronel Anísio David de Oliveira Júnior, comandante do Brabat 19. “Nossos homens vão atuar na área mais crítica daquele país, que é Cité Soleil (uma das favelas mais conhecidas da capital, Porto Príncipe), e essas ações vão ajudar bastante”, acrescentou o coronel.

O capitão Márcio Rodrigo Ribas, que comanda a companhia de Campinas que vai para o Haiti, também coordenou anteontem a ação da praça do Campo Grande. “Como cidadão, me sinto bastante orgulhoso de ajudar e participar de uma ação social como essa.” O cabo campineiro Manuel Félix da Cruz Neto estava com seus colegas ajudando a pintar os rostos de dezenas de crianças com as cores do Brasil. “Já que vamos ajudar um país distante, também é gratificante contribuir com as pessoas daqui de perto, de Campinas e da região.”

“A organização dos militares chama a atenção”, elogiou o morador Emerson Ferreira dos Santos, que trabalha na construção civil, pai de Gabriel, de 3 anos. A estudante Sabrina de Mano Pires, de 8 anos, ficou maravilhada ao ver a sargento Aline Bernardes Pereira fardada e usando o boné azul da ONU, que indica que ela fará parte da Missão de Paz no país caribenho. “Menina pode ser do Exército?”, questionou a pequena, que também pensa em ser veterinária. “Aqui mesmo na atividade na praça, muitas adolescentes se mostraram interessadas em entrar na carreira militar”, comemorou a sargento.

Fonte: CORREIO POPULAR

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Tropa do Exército simula conflitos e tem aula de dialeto para atuar no Haiti

Militares iniciaram treinamento e partem para Porto Príncipe em novembro.
Uso de armas não letais e encenação de homicídio fizeram parte do treino.

Militares de Campinas simulam confronto para se preparar para atuar no Haiti (Foto: Lana Torres / G1) 
Militares de Campinas simulam confronto para se preparar para atuar no Haiti (Foto: Lana Torres / G1)
A dois meses de partir para a missão de paz no Haiti, 120 militares de Campinas (SP) passam por treinamento intensivo para simular a realidade que enfrentarão nos seis meses que atuarão no país caribenho. Nesta quinta-feira (12), o grupo simulou conflitos, treinou o uso de armas não letais e a realização de blitzes, além de receber aula de creole, dialeto falado pelos haitianos. Os soldados campineiros partem em novembro para substituir a tropa que atualmente trabalha no local.

De acordo com o comandante da próxima equipe que vai compor a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), Anisio David de Oliveira Junior, este foi o início das atividades de preparo e, a partir de outubro, as tropas de outras cidades que participam da expedição vão se concentrar em Campinas para um treino conjunto às vésperas da viagem.
“Nós vamos realizar isso para chegar ao Haiti com as tropas totalmente adestradas. Com o nosso planejamento, eles vão chegar ao Haiti já em perfeitas condições. Nós estamos iniciando as ações mais práticas para já verificar o grau de adestramento em que a tropa está”, disse.

Militares de Campinas simulam crime para se preparar para atuar no Haiti (Foto: Lana Torres / G1) 

Militares de Campinas simulam crime para se preparar para atuar no Haiti (Foto: Lana Torres / G1)
Tiro e corre-corre
Para demonstrar o treinamento que ocorre diariamente, a equipe realizou nesta quinta um treinamento com armas pouco letais, como lançamento de gás lacrimogêneo, tiro ao alvo com munição de borracha e lançamento de granada. O grupo também simulou uma abordagem em blitz e encenou uma situação de homicídio, com a intervenção das tropas para localizar o autor. Para isso, dois militares encenaram uma discussão que termina com um falso disparo fatal.
Ainda para controlar confronto, uma espécie de tropa de choque do Exército simulou algumas coreografias táticas para conter tumultos. “Uma provável situação de emprego da tropa seria na eleição”, explicou o tenente do grupo especial, Igor Felipe Aguiar Lopes da Silva, em menção ao fato de haver a possibilidade de o processo eleitoral ocorrer enquanto eles estiverem no país.

"Rete la"
Além do treino tático, para driblar as adversidades físicas do soldado na missão, a tropa conta com a  ajuda do haitiano Guernaud Charles, de 28 anos, no desafio da comunicação com a população nativa. Ele vive no Brasil desde 2011, quando veio para estudar pedagogia na Unicamp. Charles conta que dar aulas é uma forma de matar a saudade da terra natal. “Sinto muita saudade porque deixei esposa e família lá. Mas logo devo ir visitar eles”, contou.
Além de expressões básicas como "olá! como é o seu nome?", o haitiano ensina aos militares alguns termos que serão úteis no trabalho dos soldados, como o "rete la", usado para anunciar a abordagem pedindo para o alvo da ação permanecer parado onde está. "Eu fico muito feliz em saber que estou ajudando as pessaos que vão ajudar a mudar o meu país", falou o professor.

O haitiano Charles dá aula de criolo para a tropa de Campinas que atuará no Haiti (Foto: Lana Torres / G1) 

O haitiano Charles dá aula de crioulo para a tropa de Campinas que atuará no Haiti (Foto: Lana Torres / G1)
Minustah
No ano que vem, a missão da ONU, criada com o objetivo de fortalecer as instituições haitianas para garantir a estabilidade política e social no país, completa dez anos. Durante a intervenção da Minustah, em 2010, o país foi acometido pelo trágico e devastador terremoto, que deixou cerca de 300 mil mortos e 3 milhões de desalojados.

Fonte: Do G1 Campinas e Região